Momento de Reflexão

TOME POSSE DE SI MESMO, de seus pontos fracos. Assuma-os e cure-os com AMOR. Está aí o segredo de quem superou e venceu.

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Momento de Reflexão.

Encerrando Ciclos.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”

Momento do Leitor.

– Boooooaaaaaaaaa tardeeeeeeee pessoal! (:

Gente, vocês lembram do texto que divulguei do meu amigo Renato Pazoti?  Texto aqui!
Acontece que ele escreveu mais, já fazia algum tempo que eu tinha prometido divulgar o texto novo dele, mas acabei me esquecendo. Sorry . Hoje encontrei o texto aqui e acabei relendo ele, geeeeente é tão profundo, e maravilho que resolvi compartilhar com vocês esse também.
Eu sei que vocês também vão amar.

 

Molde-se

Uma hora ou outra, deixa de fazer falta, quem muito se ausenta, ainda podemos mudar os planos de um futuro, mas o ótimo passado, jamais será esquecido… Resta Saber se seu passado valeu mesmo a pena, se realmente foi digno e convicto de que hoje pode superar os pequenos obstáculos que surgem em meio a tantas línguas alheias ou se o seu passado apenas foram feitos de alguns momentos nos quais só te serviram de experiências, experiências essas, na qual não se aprende, não se ensina, apenas, se vive, e logo ao amanhecer, talvez, já tenha se acabado. Talvez durante nossa trajetória de existência na vida, encontraremos pessoas determinadas e convencidas de que sua opinião e sua honra pela consideração ao próximo, não passe de belas palavras ou de algumas demonstrações e pequenos gestos em momentos de forte sentimento. Alguns Talvez pensem que sentimentos e admirações podem ser construídos por pura manipulação de sentimentos próprios, por pura hipocrisia, alguns fazem isto por não entenderem nem mesmo as próprias vontades, e confundem com aquilo que desejaria sentir de coração, por aquilo que realmente se sente. Em certo ponto acredito sim, que sentimentos podem ser criados pela hipocrisia do próximo, mas que culpa temos? Se nós depositamos confiança e uma boa dose de amor as pessoas que estão a nossa volta. O problema é que nem todo mundo que sabe encantar, esta disposto a ser encantado, nem todo mundo que manipula, é capaz de se dispor a acreditar nas pessoas, e acreditar que outras pessoas não estão sendo tão manipuladoras quanto elas, pessoas assim não vivem de sentimentos, vivem de razão! Com sua própria opinião, sem aceitar novas ideias de possíveis mudanças, crescimento próprio é algo que parte de dentro da gente, e pessoas que não podem se ver manipuladas por elas próprias, pessoas que não se enxergam do outro lado da situação que elas mesmo criam, não conseguem crescer, e algumas fases da maturidade é saber como é difícil pedir dinheiro para comer enquanto você nega um trocado a um mendigo, maturidade é saber como é amar sem ser amado, maturidade é saber que hoje você esta a um passo para o ápice, mas talvez amanha você terá que subir todos os degraus novamente. Para aqueles que hoje se consideram na melhor faze da vida, deveriam saber que inconsequência e irresponsabilidade, atitudes de baixo calão e gestos insignificativos, são a consequência de infantilidade, pessoas que não encaram a vida de paz com os dias, não encontram a paz durante a passagem por seus melhores anos. É difícil aceitarmos aquilo que nos machuca, mas se doí, porque não repensar? Porque não se criar novamente? Porque não se projetar para um novo jeito de ser, ate quando vamos levar pauladas de nós mesmos? E ate quando seremos capazes de acusar alguém pelos nossos próprios erros? Pessoas aprendem umas com as outras. Seres humanos estão aqui para serem felizes, não para serem inconvenientes, nem desagradáveis, e muito menos estão aqui para aturar pessoas desse gênero. Uma vez uma rara amiga, me ensinou que coisas desagradáveis são dispensáveis, portanto não seja desagradável, uma hora ou outra, as pessoas só vão estar ao seu redor para te manipular, ate conseguirem o que desejam, pessoas desagradáveis não vem para somar, vem para subtrair, e aqueles que não te acrescentam não te farão falta! Deveríamos buscar aquilo que só nos faz bem, mas sempre encontramos aquilo que se esconde por traz do que desejamos. Dizem que só encontram quem não presta, mas é porque não procuram nos lugares certos, ou, se deixam levar pelas aparências, é como visitar uma galeria, observa-se muito mais a bela pintura, do que a moldura que a mantem em pé. Já parou para pensar que não é o mundo que esta contra você? É apenas você que se perdeu no mundo e agora não consegue voltar a ser uma pessoa capaz de se desenvolver, temos o mau costume de colocar freio em nós mesmos, enquanto podemos ir muito mais longe. Até onde você pode ir? Até seus problemas, seus bens matérias, suas viagens, seu emprego, suas conquistas e parar quando tudo desaba? Ou, você pode ser capaz de encarar seus problemas, suas dificuldades com um sorriso no rosto, sabendo que amanhã será um novo dia, e que o sol com certeza vai brilhar? Problemas são as consequências, a solução talvez esteja sempre no “Bom Humor” que talvez você não tenha. Molde-se novamente, se assim preciso for!

 (Renato Pazoti).

 

 

Escola.

 Capitulo 8 – Escola.
No dia seguinte, fui acordada por Bernardo. É claro que ele sabia que eu amava ser acordada por ele.
Lembrei-me do segundo dia do mês de setembro de 2010, meu décimo quinto aniversário. Eram exatamente 7 horas da manhã quando eu ainda dormindo, tive meu quarto invadido por ele.
Em uma das mãos encontrava-se um cupcake de morango, meu favorito, com uma velinha branca no meio. E na outra segurava quinze cordões com balões coloridos.
Enquanto ele cantava parabéns repetidamente, arrumei meu pijama amassado e prendi meu cabelo num coque no alto da cabeça. Em seguida levantei desesperada e corri para abraçá-lo, com um imenso sorriso no rosto.
Com aquele olhar radiante, o único pedido que eu poderia desejar naquele momento, era que eu o-tivesse sempre ao meu lado.
Um pouco menos de dezessete anos havia se passado e a cada dia nossa amizade se fortalecia.
Além dos três agentes, o que incluía Bernardo, haviam mais dois carros para fazer minha escolta.
Achei que era demais para mim, mas era tudo para minha segurança.
Saímos do carro e fomos em direção a entrada do colégio. Meus passos eram consideravelmente rápidos e quase que Bernardo não conseguiu me acompanhar.
No corredor, haviam alguns amigos conversando. Nos juntamos a eles por alguns minutos, mas logo nos dirigimos até a sala de aula. Assim que entramos na sala atrás de nós apareceu o diretor David.
– Alyssa! Connors! – se referindo a um bom dia.
– Oi tio Dave. O que houve? – Meu tom de voz, mostrava preocupação.
– Eu preciso de você na minha sala, Lyssa. De preferência, agora.
Eu e Bernardo nos entreolhamos.
O que pode ser? Será que nossa fuga foi descoberta? Mas também se fosse nós dois seriamos convocados. – meu pensamento estava a mil. Mas nada era suficientemente abalável depois de tudo que já havia visto e ouvido.
– Bom, estarei aguardando-a na minha sala, sim?! – e seguiu pelo corredor.
– Bê, o que pode ter acontecido?
– Eu não faço ideia, mas é bom você ir ver o que é.
– Sim senhor, – me aproximei do ouvido dele e sussurrei – Agente Connors.
Nós dois sorrimos.
empurrei para a sala de aula que ainda estava sem professor e segui pelo corredor, ainda com alguns alunos.
A porta cuja continha uma placa informando “diretoria”, estava entreaberta. Bati e enfiei a cabeça pela fresta.
– Tio Dave, posso?
– Claro, Lyssa. E feche a porta, por favor. – Ele estendeu a mão direita e pediu que eu me sentasse.
Assim que me sentei, sua voz disparou num tom preocupante.
 – Você está bem? Por que saiu chorando pelo corredor? E por que matou aula ontem?
Será que eu devo contar toda a verdade? Mesmo se eu contar, como ele vai poder me ajudar?  Mas e se ele não for confiável? Mas agente ele não poderia ser. Porque se fosse não estaria fazendo todas essas perguntas, mas de qualquer forma era um segredo no qual não me pertencia. Além do que, ele poderia estar disfarçado.
– Estou bem, tio. – Foi o máximo que consegui responder. Mas sua expressão não era de confiança.
– Só isso que você tem a me dizer, mocinha? – Tentou
– Peço desculpas por ter matado aula… – Por ele eu realmente estava arrependida, porque sempre soube que poderia contar com ele e mesmo assim preferi agir por conta própria.
– Como você conseguiu? – Ele me interrompeu.
– Eu não posso dizer, tio Dave. Eu …
– É claro que você pode Alyssa. Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? Sou seu amigo e quase seu tio!
– Claro que sei, – menti – mas é algo que não envolve só a mim…
-Ah! – suspirou – Como eu poderia me esquecer do Bernardo!? Ele estava junto não estava?
Com a quantidade de câmeras que haviam no colégio, eu não poderia mentir. Claro que ele não desconfiaria da minha resposta, mas quanto menos problemas, melhor seria.
– Estava. – minha resposta foi fria.
Com os pés, ele empurrou sua cadeira giratória para trás e se levantou. Caminhou até a porta, abriu-a e chamou pelo inspetor.
Em segundos reconheci sua voz. A pedido do diretor, ele deveria levar o Bernardo para se juntar a nós, dentro de 10 minutos.
🙂

Meu novo lar parte II

Boa tarde pessoal. Tudo bem com vocês? Espero de todo o meu coração que todos estejam muuuito bem, e que o final de ano de vocês tenha sido maravilhoso, e que este ano novo seja repleto de coisas boas.
Peço desculpa por ter sumido nessas últimas semanas, não imaginei que o final do ano seria tão corrido, foi de coração partido que me ausentei tanto tempo, mas tudo se resolveu e .
Amanhã vai ter surpresa para vocês que acompanham o blog. Então não deixem de acessar, viu?!  🙂 🙂
Boomm… Vou deixar vocês com o texto, pq já falei demais… 
kisses :*

Capitulo 7 – Meu novo lar parte II.  

– Bom, Lyssa, como o Bernardo já te disse, a Fer foi sequestrada e eles querem você. Então achamos melhor que fique aqui e não saia para nada, exceto para a escola se você quiser, mas com escolta – seu sorriso torto aparece – Mas de qualquer forma, é preferível ficar aqui com um professor particular.

– Veremos isso depois Ally. Se todos vocês são eu também posso ser uma…

– Nem pense nisso! – Ele me interrompe com autoridade em sua voz.

– Eu sinto muito, mas não posso simplesmente ficar neste quarto de braços cruzados enquanto minha mãe está em perigo, Bernardo.

– Estamos te protegendo Alyssa. Você virando agente pode estragar todos os nossos planos. E você vai acabar ficando vulnerável a qualquer golpe deles. Pelo amor de Deus, entenda isso – Ele se levantou e passou a mão no cabelo atordoado.

Levantei e afundei-me no peito dele. “Tudo bem, tudo bem… Por enquanto. Mas vou continuar indo a escola”.

Inclinei o rosto para ele e ele para mim. Seu olhar era de reprovação.

Alice somente nos observava.

– Bom, já que estamos resolvidos por enquanto – ela olhou cínica para mim – vou deixá-los a sós. Comportem-se. – Seu tom era sério.

Ficamos a sós.

Eu sabia que ambos queriam me proteger mas era demais tudo aquilo para mim. Estava me sentindo sufocada.

Soltei-me dos braços dele e fui direto para a janela  e puxei uma das extensas cortinas.

O sol estava ao alto e graças ao insulfilm pude observá-lo sem que meus olhos se afetassem. Olhei para baixo e pude ver os carros trafegarem. A vista daquele arranha-céu era maravilhosa e me trouxe lembranças incríveis.

– Você quer ficar sozinha?

Uma parte do meu corpo queria explodir. Como ele ousou fazer uma pergunta dessa? Apesar de ele ter escondido tudo de mim, para me proteger, eu ainda confiava nele como ninguém. A outra parte queria abraçá-lo para nunca mais soltar. Finalmente meus lábios se moveram e um ‘não’ sem entusiasmo saiu.

– Tem certeza? – Perguntou ele com sua voz triste.

Nesse momento meu corpo gritava por um abraço.

Virei-me com os olhos lacrimejados. Ele se aproximou de mim e levantou-me num abraço. Passei minhas pernas em torno das costas dele e o abracei.

– É claro que não quero ficar sozinha.

– Tudo bem, tudo bem. Não vou te deixar. – Seu abraço era consolador.

Ele deitou na cama e fiz o mesmo, apoiando-me no peito dele. Ficamos conversando por horas, mas em nenhum daqueles momentos tentei tocar no assunto de ser agente novamente. Eu sabia que não seria uma boa ideia.

Ele me falou sobre o que estavam planejando para resgatar minha mãe. E que se conseguisse autorização, me levaria para conhecer a base.

Ouvimos meu estomago roncar e então nos demos conta de quão tarde já era. Virei-me e olhei pela janela e o crepúsculo já estava no céu, tomando uma cor gradiente entre o azul do dia e o escuro da noite.

– Vou pegar algo para comermos, está bem? Volto num minuto.

Minha vontade não era de comer, mesmo estando com fome, mas arrumar mais uma discussão aquela altura do campeonato não seria uma boa ideia.

Assenti.

Quando ele saiu, peguei um dos travesseiros e o coloquei no chão de frente com a janela. Deitei-me e fiquei olhando o céu, que estava incrivelmente lindo.

Minutos depois ele voltou com uma bandeja. Pedi para sentar comigo no chão, para que eu pudesse continuar privilegiando a vista.

Sentei-me de frente para ele. Olhei a bandeja e nela tinham dois pratos com panquecas, além de dois copos de suco de laranja.

O cheiro estava magnífico. Ele sabia que era meu prato preferido. Acho que fez de propósito para abrir meu apetite. Em instantes devorei as panquecas. E o suco natural estava levemente gelado. Provavelmente as laranjas estavam dentro da geladeira, além do que estavam suficientemente doces, para que eu não precisasse adoça-lo.

Conforme o céu ia escurecendo, as luzes de decorações do natal iam se destacando nas casas e comércios da redondeza.

As arvores da Franklin Park de frente ao edifício, estavam todas iluminadas em diferentes tonalidades do pisca-pisca.

🙂

Meu novo lar.

Boa tarde pessoas, tudo bem com vocês? 

Podem voltar a sorrir, terça feira chegou, tem capitulo novo saindo do forno. 😀
Espero que gostem, beijos&abraços.

 

CAPÍTULO 6 – MEU NOVO LAR

 

Nas paredes laterais, continham duas portas, uma de cada lado da mesa. E a iluminação da sala não era tão forte, devido à falta de janelas.

Um dos agentes se dirigiu até a mulher e começou a falar com ela. Logo reconheci pela voz que era a mulher que havia falado comigo pouco antes de sairmos do Colégio, Clair.

O Bernardo me conduziu até o sofá preto de couro e permanecemos ali sentados por uns 5 minutos até que Clair nos pedisse para entrar na sala cuja porta ficava à direita e era sinalizada com o número 2. Bom, pelo menos eu achava que era uma sala, mas na verdade era um elevador.

Perguntei-me o que seria aquele número e claro que dessa vez não deixei a curiosidade sair ganhando. Eram tantas dúvidas, que quanto mais eu sabia mais calma eu ficava. Virei para Clair e perguntei o que significava.

– Bom, temos 16 elevadores aqui. E por uma questão de segurança maior, eles são identificados com números. Aquela porta – apontando para a porta de frente a numero 2 – como você pode ver é a 3.

Imaginei onde seria a porta número 1. Mas disso eu não fazia mais tanta questão.

Clair digitou uma série de códigos na fechadura digital, além do leitor óptico, onde seus olhos azuis ficaram para abrir a porta

Entramos no elevador 2, mas um dos três agentes permaneceu naquela sala junto com Clair. Em alguns instantes já estávamos no décimo segundo andar, o último.

Havia um corredor não tão largo e uma porta pivoltante maciça ao final dele. Mas não havia nenhum número. Logo, concluí que era algum tipo de sala.

Abri a porta e para meu espanto, tinha ali um quarto perfeito com sua decoração completamente futurista. Algo que eu admirava e tanto, quando via minha mãe criando alguns de seus projetos. Provavelmente aquele seria meu quarto, já que o Bernardo disse que eu ficaria aqui na base. Será? Como alguém poderia projetar um quarto com os meus próprios gostos? Eles sabiam do risco que eu corria? Desde quando? Minha cabeça fervilhava com tantas perguntas.

Meus olhos percorreram o quarto e brilharam assim que vi Alice sentada no sofá branco de couro para duas pessoas que ficava quase encostado na parede. Mas ele era tão grande que a meu ver, caberiam no mínimo quatro.

Corri para os braços dela, enquanto as lágrimas invadiram o brilho do meu olhar. Ela se levantou e abracei-a como se fosse minha mãe. Na verdade ela era como se fosse uma. A assistente mais fiel que minha mãe poderia ter.

Em todos os momentos de ausência da minha mãe, era a Alice que estava presente. Eu a considerava e tanto.

– Por que você demorou querida? – Olhei para o abajur que estava ao lado do sofá, enquanto abraçava-a.

– Eu estava tirando umas dúvidas com a Clair. Só isso. – Disse enquanto já não a abraçava mais e ela limpava minhas lágrimas – Você pode me explicar porque estou aqui?

Todos os agentes me fitavam.

Alice pediu que todos se retirassem, exceto Bernardo. E olhou para mim, para ver se eu aprovava. Assenti. É claro que meu melhor amigo poderia ficar.

Enquanto eles se retiravam, pude observar o quarto magnífico que ali se encontrava. Um pouco a frente do sofá havia uma mesinha de centro branca retangular, onde um vidro pairava sobre ela. Mais a frente tinha uma enorme cama envolta a uma plataforma cinza, que se estendia numa camada fina na parede e depois voltava à camada grossa a alguns centímetros abaixo do teto. Tanto no exterior da plataforma de cima como no exterior da plataforma debaixo predominava uma iluminação das cores azul-claro a azul-escuro neon.

O enxoval da cama de casal era todo branco. E ao lado havia um balcão com três banquetas brancas.

Na parede ao lado do balcão havia algumas decorações em LED, além de uma TV de plasma de 50 polegadas. Além do que, grande parte daquele quarto era rodeada de cortinas, o que provavelmente seriam janelas de vidro panorâmicas, além do insulfilm espelhado.

Finalmente a porta se fechou. E os olhares que estavam nos agentes, agora estavam em mim. Os olhos verdes de Bernardo e os castanhos esverdeados de Alice. Ambos sentamos no sofá para “duas pessoas”.

“Capítulo 5 – A Base”

De repente duas Range Rover Evoque pretas estacionaram na frente de casa. Sem dúvida alguma eram os agentes. Se não fosse um momento tão desesperador eu poderia ficar feliz com o fato de conhecer uma base de agentes secretos.

Chamei o Bernardo para confirmar se eram eles e ele acenou positivamente com a cabeça.

A caminho do nosso destino, a única coisa que passava por minha cabeça era se minha mãe estava bem. Apesar de o meu porto seguro estar ao meu lado, faltava minha mãe.

O caminho parecia ser o mais longo possível. A ansiedade e nervosismo me consumiam aos poucos. Mas eu não tinha escolha a não ser manter a calma ou pelo menos fingir ter.

Eu nem estava prestando atenção no caminho, mas logo reparei que o destino seria o escritório da minha mãe, em uma das Torres mais altas de Washington, Uma Franklin Square.

Depois de tantas surpresas, acho que mais nada poderia me surpreender.

Olhei para o Bernardo e perguntei se a base era no edifício onde minha mãe trabalhava.

– É exatamente isso o que está pensando, Srta. Herrera. – respondeu o motorista olhando para mim pelo retrovisor.

– Obrigada, senhor intrometido. – não pude esconder minha irritação.

– Alyssa, já chega. Para com isso. – Bernardo me repreendeu, olhando sério para mim.

Me senti mal, mas nem eu estava me entendendo e que muito menos poderia controlar o que estava sentindo. Era um momento de pânico e dor. Meus sentimentos estavam a flor da pele.

Olhei para o retrovisor e pedi desculpas ao agente que estava dirigindo. E em seguida ganhei um sorriso torto do Bê, que me fitava.

Finalmente chegamos. Paramos nos fundos do edifício. Provavelmente mais uma técnica de segurança. Bufei. O Bernardo desceu do carro e eu em seguida, assim como os outros três agentes.

Enquanto andávamos até as portas dos fundos, ele passou a mão por trás e me segurou pela cintura.

– Agente Connors, leve ela para o subsolo 1, imediatamente. – Uma voz rude que vinha direto da entrada dos fundos informou.

Quando passamos a porta olhei o crachá e li “Victor Albano”. Fiquei me imaginando quem poderia ser e porque tinha falado tão bravo com ele. A imaginação não foi suficiente e muito menos a curiosidade. Então assim que chegamos ao elevador perguntei ao Bernardo quem era. Ele me disse que era o chefe dele.

Imaginei que estava bravo por eu saber toda a verdade. Enquanto a porta não fechou encarei-o, assim como ele fez.

Por um lado me senti culpada. Ele estava arriscando muito por mim. Talvez ser um agente fosse o que ele mais quisesse na vida e por minha causa ele poderia perder isso para sempre.

O elevador começou a subir e ouvi dois dos três agentes cochichar. Fiquei curiosa, mas achei melhor não me meter dessa vez.

Chegamos rapidamente ao subsolo 1. As portas finalmente se abriram e meus olhos dispararam para a sala que seguia. Havia uma mulher com um vestido preto, sentada à mesa, com um telefone sem fio e um notebook. Atrás dela na parede continha apenas um quadro, que me parecia ser uma obra de Vincent Van Gogh. Pelo menos as aulas de artes não eram de todo o mal. Tentei puxar na memória qual obra era, e cheguei à conclusão de que era “Noite Estrelada Sobre o Ródano”.

GRAVATAS

Quanta coisas para um “pedaciquinho” de pano! Como as gravatas são um componente do look formal ou despojado, envolve decisões como cor da camisa que será utilizada, tipos de colarinho, Inglês, Italiano ou Frances, prendedor de gravata “Tie Bar” e muitos outros. A Gravata é um elemento de composição do look e pode ser usada ao seu favor se levada em conta algumas considerações.

Gravatas

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As antigas gravatas eram largas e davam sensação de volume extremo no peito, para quem não tinha porte físico aparentava carregar um babador, (rs). Os modelos de gravatas atuais são mais estreito e confere jovialidade ao look sem encerrar com o estilo clássico.

Gravatas Antigas

Gravata antiga, observe a largura e estampas.

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Modelo atual de gravata.

obs.: A ponta da gravata deve ficar na altura do cinto quando em pé.

Tipos

Gravata Skini – Essa é para os magrinhos ou pessoas com ombro estreito, se usada em musculosos ou gordinhos ela vai aparentar ficar perdida ou parecendo uma corda amarrada no pescoço, o que não fica tão esteticamente agradável.

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O modelo é magro com ombros estreitos. Tipo físico ideal para esse modelo de gravata.

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O modelo é mais musculoso porém tem ombros estreitos, esse porte físico também combina com o modelo Skinny .

Liam Hensworth

O ator Liam Hensworth tem ombros largos e corpo malhado o que combina com
gravatas mais largas. No caso da skinny, por ser estreita, aparenta que é uma corda.

Cores e estampas
As cores clássicas que combinam com quase tudo são: Preta; azul e vermelha. Reparem na palavra “quase”, quando se trata de tom sobre tom como exemplo camisa preta e gravata preta e terno preto, traz um ar fúnebre e ao menos que vc vá a um velório essa combinação não cairá bem.

Diagonal – É o mais comum dos tipos de estampas listradas em gravata, pode ser usada com camisas listradas sempre seguindo a regra “Lista grossa na camisa, usa-se listra fina na gravata”. É muito bacana misturar padrões mas procure manter a sobriedade das cores, evitando que fique muita informação. O menos é sempre mais.

Listras finas combinam com camisas de listras mais grossas

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Listras grossas combinam com camisas de listras mais finas

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Listra vertical – Usar com camisa com listras finas se o traço da estampa for grosso, e vice e versa.

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Listra horizontal – Usada em ternos lisos e camisas sem muita informação na estampa.

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Bolinhas/Poá – Esse tipo de estampa é clássica e usada por um publico tradicionalista, porém essa estampa tem seu charme e elegância, cuidado, não exagere no tamanho das bolinhas.

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Cores sobrias e que conversem com as cores do terno e da camisa fazem a diferença no resultado final.

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Ator Hugh Laurie usa poá de gosto duvidoso. Na duvida o menos é mais

Nós

Simples – O nó simples é fácil de aprender é pratico e pequeno, porém, nas camisas de colarinho Italiano (colarinho mais curto e com pontas mais aberta) o nó fica perdido e não preenche o espaço.

Nó Simples

nó simples é quase um triangulo

Duplo – O nó tem mais volume que o nó simples, porém é um grau mais comprido que o anterior.

Nó Duplo

nó duplo é mais cumprido na vertical

Windsor – É o nó clássico e que forma um triangulo, bacana utiliza-lo em colarinhos Italianos.

nó windsor assume formato triangular

nó windsor assume formato triangular

Eldredge – É um nó bem elaborado e difícil de ser executado, pode ser bem chamativo se combinado com um look errado, trajes formais ou vintage podem ser as opções para uso desse nó. Detalhe que o ajuste da gravata é feito puxando a parte mais grossa ao contrario dos nós anteriores.

Nó eldredge volumoso e elegante em trajes formais.

Nó eldredge volumoso e elegante em trajes formais.

Atlantic – Para as pessoas que garantem personalidade e tem segurança para fazer um look bacana o Atlantic Knot é uma boa opção. Ele chama menos atenção que o Eldredge e segue quase os mesmos passos.

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Nó Atlantic é um nó bastante ousado.

*Para os dois últimos nós, favor consultar no Youtube, lá há alguns tutoriais de execução desses nós.

Dimple.

A gravata é um tipo de laço e os laços ficam mais bonitos com as preguinhas, e com a gravata não é diferente, o Dimple é um elemento que mostra que você teve o cuidado com os detalhes.

Nó sem Dimple

Nó sem Dimple

Bem rente ao nó puxe a parte grossa da gravata para baixo, coloque os dedos conforme a foto e empurre pra dentro de volta, formando assim o Dimple.

Bem rente ao nó puxe a parte grossa da gravata para baixo, coloque os dedos conforme a foto e empurre pra dentro de volta, formando assim o Dimple.

Clip Dimple

Você pode comprar esses Clip Dimple que são bem práticos

Tie Bar, usar ou não usar? Eis a questão.

Tie Bar

Eu sou fissurado pelos prendedores de gravata, penso que além de prático, deixa alinhado, não permite que atrapalhe o almoço/jantar e não deixa que a gravata saia voando ao vento, além de ser um acessório que é bem divertido escolher, no entanto, os críticos de moda dizem que já caiu em desuso. Camila de Oliveira (Designer e Proprietária da marca Shake’s) posicionou-se a respeito quando questionei sobre o tema “moda é democrática, e não devemos deixar de usar o que achamos legal, só porque alguém disse que esta fora de moda”

Tie Bar - Ator Zac Efron.

Tie Bar – Ator Zac Efron.

Tie Bar - Ator Taylor Lautner.

Tie Bar – Ator Taylor Lautner.

Tie Bar - Ator Jake Gyllenhaal.

Tie Bar – Ator Jake Gyllenhaal.

Então vamos lá, vou mostrar a nova roupagem dos prendedores de gravatas “Tie Bar”.

Os tie bar estão cada vez menor, o ideal é que sejam da largurada gravata ou menor.

Os tie bars estão cada vez menor, o ideal é que sejam da largura da gravata ou menor.

Esse modelo de prendedor de gravata é preso como se fosse um alfinete. *.*

Esse modelo de prendedor de gravata é preso como se fosse um alfinete. *.*

Tie Bar de caveira Ralph Lauren.

Tie Bar de caveira Ralph Lauren.

Tie Bar de caveira Ralph Lauren com abotoadura.

Tie Bar de caveira Ralph Lauren com abotoadura.

Tie Bar Hélice. *o*

Tie Bar Hélice. *o*

Creio que não falei metade do que eu queria sobre esse tema, por gentileza quem estiver com dúvida me questione, se não fui claro ou fui superficial no tópico peço desculpas e a medida que surgirem duvidas eu esclarecerei.
Obrigado pela companhia e responda qual tipo de nó de gravata gostaria que eu fizesse um vídeo bem explicadinho no meu blog http://www.tonsodi.blogspot.com.br
😉

“Capítulo 4 – O Sequestro”

Geeeeente , geentee, geente .. Desculpem a demora .. ;x

O dia foi tão corrido que pra ser sincera eu esqueci que hoje era dia de história , rs .. Mas a linda da Nessa, me lembrou ?! Né Váaaaa? Ela ama, que eu chame-a assim haha *-* brincadeira .. nunca chamem por esse nome .. ela nao vai gostar nada kk Mas enfim, agradeçam à ela *-*

Confiram ai mais um capítulo *-*

câmbio&desligo!

 

“Capítulo 4 – O Sequestro”

 

Interrompi: “O que você quer dizer com estava?” – Uma onda de medo me tomou e senti o copo quase escorregar da minha mão.

                – Sua mãe está bem, mas ela foi sequestrada por uma organização de criminosos da Itália, Lyssa.

                Lágrimas escorreram dos meus olhos e senti a mão gelada do Bernardo tirar o copo da minha mão. Levantei da cama e cambaleei até a janela, para observar lá fora.

                – O que podemos fazer para ajudá-la? O que vocês já sabem? – Enrijeci.

                Senti ele me abraçar por trás, enquanto eu tentava conter as lágrimas. Felizmente ele ainda era uma das pessoas que mais me fazia sentir segura.

                – Tudo isso não termina por aqui, querida. Quando eu entrei no banheiro recebi uma ligação dizendo que eles queriam você, além do programa para libertar sua mãe.

                – Tudo bem. Podemos bolar um plano. Vocês me fazem como isca e tiram minha mãe das mãos deles.

                – Você não vai bolar plano nenhum e muito menos ser isca. Muitos agentes, inclusive eu já, estamos envolvidos nisso e vamos tirar sua mãe de lá, sem te colocar no meio. E isso não está em discussão. Espero ter sido bem claro.

                Já tinha visto-o falar tão sério com os outros, mas comigo nunca. Mas se tratando da minha segurança, ele nunca mediria esforços.

                – Vamos tirar ela dessa. Eu prometo. – era ele quem olhava pela janela agora – Vou ligar na base e avisar que te contei tudo e pedir que alguns agentes venham nos buscar. Você ficará mais segura lá.

                – Eu vou com você.

                – Lyssa, você não pode. Não é seguro. – disse enquanto ia até a cama para pegar a caixinha preta – Você vai ter que confiar em mim.

                Eu estava furiosa, mas não podia virar as costas a ele, que sempre fez de tudo para me proteger. Eu não tinha escolha a não ser confiar nele.

                Ele finalmente abriu a caixinha, no qual continham vários dispositivos em alta tecnologia. Todos para mim eram desconhecidos, então pedi que ele me explicasse o que eram.

                Primeiro ele tirou um relógio e colocou no pulso que servia para escanear impressões digitais. Tinham dois localizadores em forma de anel além de uma carteira, que tocou assim que ele pegou. Para minha surpresa não era uma simples carteira, mas sim um comunicador, que era um mini-laptop com um celular disfarçado.

                Quando ele abriu a carteira, havia um botãozinho vermelho piscando. Ele então apertou e a seguinte mensagem em forma de holograma começou a ser transmitida: “Agente 701, nos enviaram uma mensagem a respeito da Agente 009 e estão negociando. Só isso que temos até o momento”.

                Ele então aproveitou e enviou uma mensagem, dizendo que tinha me contato toda a verdade. Sua expressão era de nervosismo. A dúvida era: por minha segurança ou por ele ter contado toda verdade?

– Esse localizador vai ficar com você, para alguma eventualidade. – Ele pegou minha mão e colocou o anel dourado no meu dedo médio.

Eu sempre adorei o anel que ele usava e sempre quis para mim, mas que ele nunca me deu e no final de tudo era semelhante ao anel que ele acabara de colocar no meu dedo.

– Eventualidade, seria eu ser sequestrada, certo?

– Não vou deixar isso acontecer, mas vamos nos prevenir.

                Coisas que para mim só aconteciam com pessoas importantes, estavam acontecendo com pessoas próximas a mim. Para mim, minha mãe era uma arquiteta. Meu melhor amigo apenas meu melhor amigo que me protegia de tudo e estava sempre presente. E os pais do Bernardo que eu considerava da família. Agentes secretos? Eram muitas coisas para processar. E eu sabia que aquilo tudo era realidade e não um filme, no qual no final tudo fica bem. Minha mãe realmente ficaria sã e salva? Eu não sabia se aquela mensagem deveria me deixar mais nervosa ou mais tranquila.

 

Seriado – Capítulo 3 “ID?”

Bom dia gatinhos&gatinhas 🙂 tudo joia com vocês?

Eu estou bem , com um pouquinho de dor muscular .. nada grave haha.. Comecei academia ontem a noite .. e hoje de manhã já fui também .. confesso que jamais eu poderia dizer isso, mas to amando fazer academia .. Saio de lá feliz, sabe?

Pra quem dizia que odiava fazer academia , a coisa mudou e muito né haha ; Além do que faz um bem danado a saúde .. Aos sedentários de plantão .. Bora malhar pessoal? haaha

Bom, como aqui não é academia e muito menos site de saúde, chega de falar haha .

Confiram o próximo capítulo .

câmbio&desligo!

“Capítulo 3 – ID?”

– Você pode me explicar o que está havendo? O que foi aquilo? – apontei com meu dedo para o portão.

– Lyssa, agora não dá. Quando você quiser explico tudo o que você quiser. Mas agora realmente não dá.

Permaneci parada enquanto ele me fitava.

– E, por favor, entra no carro.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele já tinha aberto a porta e me colocado lá dentro.

Enfim começou a dirigir e pra ser sincera, também nunca tinha o visto dirigir daquela forma.

– Dá pra ir mais devagar? – alterei a voz.

Ele permaneceu calado, até que chegássemos ao nosso destino. Ou melhor, o destino dele. Pra ser mais exata, a casa dele.

– O que estamos fazendo aqui? – respirei e falei pausadamente com tom agressivo.

– É aqui que vou te explicar tudo o que está acontecendo.

Olhei tão brava para ele, mas sua expressão era de preocupação, que resolvi não falar nada antes que ele se explicasse.

Ele inclinou seu corpo para a direita e esticou o braço para pegar sua caixa, além das mochilas que jogamos atrás assim que entramos no carro.

Como eu não tinha escolha desci do carro. Ele posicionou-se do meu lado em segundos. Passou a mão por trás das minhas costas e pediu que eu entrasse.

Seu olhar buscava por alguma coisa, em torno da casa.  Minha intuição dizia que algo tinha haver com o desaparecimento da minha mãe.

Entramos na casa onde aparentava estar vazia. Ele pediu que eu esperasse na sala, até que checasse a casa. Aproveitei e peguei as mochilas com ele e deixei no sofá, exceto a caixa preta, no qual nem me arrisquei a pegar.

Voltou com um copo de água, segurou minha mão e subimos até o quarto dele, que estava impecável como sempre. Eu nunca tinha visto alguém tão organizado.

Ele apontou para a cama para que eu pudesse me sentar. Deixou a caixinha na cama e puxou uma cadeira para ele.

– Segura isso aqui – se referindo ao copo de água.

– Eu não quero água. Só quero uma explicação.

No fundo ele não tinha culpa de receber minhas grosserias, mas era algo que eu não conseguia controlar.

– Não faz assim Lyssa. Só preciso pegar o notebook.

Peguei o copo e ele o notebook. Ficamos de frente um para o outro e logo ele me pediu calma, enquanto teclava rapidamente.

– Como eu fico calma? Me diz? Mas tudo bem pode começar.

– Vamos lá… Eu sei que você vai ficar muito brava mas, sempre escondemos isso para sua proteção. Para que pelo menos você pudesse ter uma vida normal, já que eu e meus pais e sua mãe, não temos.

Inclusive os pais dele que eu mais amava e mais considerava, também não foram capazes de confiar em mim.

Estremeci.

– Eu não deveria estar te contando isso porque posso ser gravemente punido, mas com você em perigo não tenho outra saída. Somos – gaguejou – agentes secretos do Governo americano. – respirou fundo e continuou – Sua mãe estava numa missão importante. Para ser mais exato, no desenvolvimento de um programa de biotecnologia.